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Paulo Núncio trabalhou para empresa venezuelana responsável pelas maiores transferências ocultadas

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Comments (2)
  1. manuel guimarães says:

    o interessante é que na boca destes moralistas de meia-tigela, a Venezuela é sempre a parte má da história! No fundo, é com eles que os impolutos concidadãos tratam da sua folha salarial. Pobre e ingénuo povo.

  2. António Nunes says:

    Vamos lá a pôr ordem nisto. Temos:
    Núncio integrado no escritório de advogados representante de empresa petrolífera, até 2010;
    Núncio especialista em offshores;
    Núncio secretário de estado para as questões fiscais, de 2011 a 2015.;
    Enquanto secretário de estado, aparece uma lista VIP de contribuintes a cujas informações só os mais próximos do poder podiam aceder;
    Esta lista foi tornada pública e nunca foi retirada confiança política ao SE por parte da então Ministra das Finanças, pelo Primeiro Ministro e, já agora, pelo Dr. Paulo Portas;
    Enquanto secretário de estado, Núncio decide não publicar estatísticas relacionadas com offshores, a sua especialidade;
    Posteriormente, vem-se a saber que entre as poucas, mas muito volumosas, transferências para offshores não escrutinadas pela AT se encontravam milhões transferidos pela empresa cliente do tal SE feita através do BES!

    Não se trata de crucificar ninguém, mas se já tivemos uma PGR a referir a possibilidade de investigação a SMS privados, sobre putativas promessas pessoais, que tal uma investigação(zinha) a estas questões, quanto mais não seja para ilibar a imagem de alguém cuja credibilidade tem vindo a reduzir-se de dia para dia?

    A não ser que a PGR decida investigar a Mortágua pelas declarações, sempre lúcidas, da anterior Ministra da Justiça e, por falta de tempo, não tenha tempo de analisar as offshores? A própria lista VIP, foi escrutinada exaustivamente pela PGR, mas os senhores Procuradores decidiram arquivar o caso, certamente por falta de tempo e de recursos.

    (há mais onde gastar em tempo e recursos, para nosso bem, imagino eu)

    (imagino também que 10 mil milhões para a PGR são amendoins, mas cabem lá duas recapitalizações da CGD)

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