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Escola pública vazia a pouco metros de 74 turmas privadas financiadas pelo Estado

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Comments (19)
  1. Agnelo Figueiredo says:

    À partida, parece um contra senso e um desperdício de dinheiro público. Mas…
    Já se investigaram as razões pelas quais os pais preferem o colégio?
    Já se fizeram contas para saber se não se gasta menos dinheiro fechando a escola que não tem alunos?
    Conhecer estas questões é fundamental.

    1. Ricardo costa says:

      E poderemos poupar mais ao fazer funcionar o que temos de público? Se as escolas de cooperação dão lucros ou menos prejuízos, porque não utilizar esses modelos para os fins da escola pública! Ganhávamos todos, não?

      1. Maria Guerreiro says:

        Não, Sr. Ricardo Costa. Modelos idênticos aos que sugere foram aplicados na Suécia nos últimos anos. A sua avaliação evidencia maiores gastos e diminuição da qualidade do ensino, pelo que estão a ser abandonados.

    2. Maria Guerreiro says:

      Os Pais preferem o ensino privado, porque levaram Uma lavagem cerebral, Uma vex que há grandes interesses privados. Também é mais fácil Ver as notas académicas à conta do ensino privado do que estudar e ser esforçado, que Issa é Uma grande maçada para as crianças.

  2. Mª Ribeiro says:

    Informação pouco correta. O número de turmas apontado inclui também o ensino secundário que a escola de Paços de Brandão não tem. O termo “vazio” parece-me muito exagerado. Se os pais têm uma escola perto e preferem levar os filhos para outra escola, por alguma razão será. Parece-me que se deveria procurar as razões em vez de tentar reduzir/eliminar o que já existe e é de qualidade. Colégio não é sinónimo de elite pois o contrato de associação permite que alunos de estratos desfavorecidos possam também frequentar um colégio e permite aos pais que não têm dinheiro escolher o tipo de ensino que querem para os seus filhos.

    1. Maria Guerreiro says:

      Se a referida Escola Não tem ensino secundário, pode passar a ter, se necessário for. As famílias podem optar por manter os seus jovens no ensino privado pagando do seu bolso e usufruindo dos benefícios fiscais existentes, tal como todos nós pagamos quando optamos pela medicina privada.

      1. Manuel says:

        Por acaso é engraçado que os funcionários públicos podem usufruir da medicina privada paga pelo Estado, enquanto os trabalhadores do privado t~em de se contentar com o sistema público…ou pagar do seu bolso. É tão bom ser professor do público!

        1. tom says:

          Os FP não usufruem de medicina privada, neste momento têm um “seguro” (ADSE) que custa 3,5% do seu vencimento e além disso fazem os descontos como os outros trabalhadores. Porque não se informa antes de falar.

  3. ana matos says:

    Se querem ir para o Colégio porque é chique , que paguem, não são os impostos que devem pagar essas mordomias, foi feito um estudo numa Universidade em que os jovens oriundos do ensino público tinham melhor aproveitamente e notas superiores aos que vinham do privado, esquecem-se que para as metas as notas nos colégios são maioritariamente insufladas, enquanto no público as notas que os alunos têm são aquelas justas e merecidas, os professores do privado fazem o que os donos dos colégios mandam afim de manterem o emprego,no publico trabalham por amor à arte de ensinar seja ele pobre ou rico são todos metidos na mesma cartola, não há distinções o tratamento é igual para todos

    1. Andre Couto says:

      Você é simplesmente leiga e pior que isso faz transparecer a sua ignorância toda com este comentário! Diga ao tribunal de contas e ao relatório PISA que eles estão enganados!

  4. Augusto Ramos says:

    Em Vila Verde – Braga surgirá, neste ano letivo, uma nova escola “privada”, pertencente à Santa Casa da Misericórdia local e portanto com dinheiros públicos. Há, no concelho, uma rede de escolas pública que já é excedentária e na mesma freguesia existe uma das melhores escolas públicas do país. Estamos atentos.

  5. Manuel says:

    A quem é que a liberdade Incomoda? Pode-se dizer que há liberdade e democracia num país onde não há liberdade para escolhermos a escola que queremos para os nossos filhos? NÃO! Qualquer ditador assinaria este despacho regulamentar, a começar pelos espartanos. Não tanto os atenienses. Porque a “escola pública”, leia-se escola estatal é uma forma de nacionalização do futuro das gerações. Daí que esta esquerda tão pouco democrática tenha tal sanha contra a pequena brecha no monolito da educação que nos querem impor. Lamentavelmente as pessoas percebem muito pouco do que está em causa e trocam tudo.
    Relativamente ao colégio em causa, alguém me sabe informar quem chegou primeiro à região, o colégio ou a escola estatal? Seria bom saber, e já agora também pensar nisso.

    1. João says:

      A Escola de Paços de Brandão entrou em funcionamento em 1 de outubro de 1982, o referido colégio, na altura com designação de Externato Lineal, remonta ao ano de 1969 ministrando o “Ciclo Preparatório do Ensino Secundário e o Curso Liceal (geral e complementar).

  6. Manuel coelho e silva says:

    A escola vazia deve ter um projecto espectacular e os professores devem ser de enorme dedicação. Eu trabalho numa escola pública com professores que vivem no ALlgarve, em Lisboa, na Póvoa de Lanhoso e na Maia. vêm 1-2 dias por semana

  7. João says:

    Temos de ser rigorosos. Vazio significa que não tem nenhuma turma. Segundo o site oficial da escola, têm sete (7) turmas do 2.º ciclo, catorze (14) do 3.º ciclo e uma (1) do curso vocacional. Depois não é rigoroso comparar uma escola com contrato de associação com ensino secundário, com uma escola com 2.º e 3.º ciclo. É necessário comparar a componente que é similar.
    A Escola de Paços de Brandão entrou em funcionamento em 1 de outubro de 1982, o referido colégio, na altura com designação de Externato Lineal, remonta ao ano de 1969 ministrando o “Ciclo Preparatório do Ensino Secundário e o Curso Liceal (geral e complementar).

  8. Vão gamar chumbo…

  9. Ze de Faro says:

    aparecem vários comentários do género ‘se os pais querem colégios privados que os paguem”
    a pergunta que faço é a seguinte:
    os alunos que estão abrangidos pelo contrato de associação, estão no colégio por opção dos pais ou do estado ? são os pais que optam pelo colégio e depois ‘remetem’ a conta para o estado ? o estado coloca-lhes à consideração a opção entre a Escola EB XPTO e o Colégio privado ?

  10. Manuel says:

    O Colégio de Paços de Brandão nasceu nos anos 60 promovido pela Casa do Povo e Junta de Freguesia local. Para incentivar os estudos dos jovens da terra, os quais tinham de se deslocar para longe, o que levava muitos a ficar pelo caminho. Foi o mesmo que aconteceu em muitos outros concelhos.
    No início da década de 70, Com a primavera marcelista, sob a batuta de Veiga Simão, paralelamente à criação do Ciclo Preparatório, foram feitos contratos que subsidiaram estes estudos. Tinha morrido a velha senhora e importava promover a educação. Eu, entrando no 1º ano (atual 7º) no colégio da minha vila em 73, não pagava mensalidade. O número de estudantes do colégio duplicou imediatamente. Em 75 o PREC nacionalizou quase todas estas escolas, também a minha, e o crescimento da escolaridade deu-se com base no monolito estatal.
    Entretanto, escaparam da nacionalização raros exemplares, predominantemente os que estavam fora das sedes de concelho. São uma brecha no Sistema Nacional, um engulho na engrenagem, a pedra no sapato de Mário Nogueira, uma ferrugem na geringonça.
    Urge completar a obra do PREC.

  11. Fernandes says:

    Tenho tentado durante estes dias perceber a razão da indignação dos Professores do ensino Privado e honestamente ainda não consegui . São mais mal pagos, trabalham mais horas, não têm qualquer autonomia pois têm que fazer o que os directores mandam ou vão para a rua. Então porque será? Alguém que por aqui ande consegue explicar-me sem insultos de qualquer tipo e sem colocar em causa a honestidade intelectual de quem aqui anda ?

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